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Sucessão e Formação: estudo de caso na comunidade de Córrego Novo de Teófilo Otoni, MG

Projetos

Orientador: Kenia Fabiana Cota Mendonça
Orientando: Danillo Lemos Gonçalves/Dyane Vieira dos Santos
Período: Março/2009 a Fevereiro/2010
Status: Encerrado

Resumo: A agricultura familiar é responsável por grande parte do abastecimento alimentar, pela maioria da ocupação produtiva e por manter ativas grande parte das características culturais fundamentais do rural brasileiro. Apesar de sua expressividade na produção agrícola e sua capacidade de interação com outras atividades econômicas e sociais, observou-se principalmente em estudos realizados no Sul do país que a partir da década de 1990 os estabelecimentos familiares estão perdendo os sucessores. Essas pesquisas vêm demonstrando como causas do esvaziamento a transição demográfica, a masculinização e o envelhecimento no campo, o intenso processo migratório, as maiores possibilidades de escolarização, maior integração cidade-campo, a insatisfação com o ganho obtido na agricultura, a penosidade e a imagem negativa do trabalho rural. Diante disso, o objetivo deste estudo foi, modificando o cenário regional, verificar se os(as) jovens da comunidade de Córrego Novo permanecerão no campo e ocupados na agricultura familiar. Buscou identificar o “padrão” de sucessão na agricultura familiar; os mecanismos formais (escola) e tradicionais (culturais) de capacitar o(a) jovem e verificar se a transição demográfica interfere no processo sucessório. Utilizou-se uma combinação de pesquisa qualitativa e quantitativa como pressuposto metodológico. O estudo de caso foi feito na comunidade de Córrego Novo do município de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, Minas Gerais, usando entrevistas do tipo focalizada, método de história de vida, coleta de informações sobre as gerações e a observação não-participante. Os resultados preliminares da pesquisa indicaram que os mecanismos tradicionais de capacitação da geração jovem continuam sendo os mesmos da geração dos pais, ou seja, a socialização do conhecimento é realizada por todos os membros da unidade familiar: pai, mãe e irmãos. Permite afirmar, ainda, que a geração jovem tem média de anos de estudos superior a da geração dos pais e que existe uma consciência clara por parte dos(as) agricultores(as) e seus(suas) filhos(as) da importância da educação formal para o exercício da atividade rural.

Última atualização em Qui, 27 de Maio de 2010 18:54