I Feira de Ciência e Arte, cobertura completa!

Por Ernane Junior, Luan Alves e Izabela Liboreiro

Equipe da I Feira de Ciência e Arte

Equipe da I Feira de Ciência e Arte

Após muita preparação e expectativa, no dia 23 de junho de 2012, na Escola Gabriel Mandacaru, aconteceu a I Feira de Ciência e Arte, realizada pelo projeto Clube da Ciência e Arte, coordenado pelos professores do ICT-Diamantina Vivian Benassi, Ernani Amaral e Olavo Cosme.

O evento, que contou ainda com as colaborações imprescindíveis do Pós-doutorando em ciência do solo (Agronomia-UFVJM) Maurício Barbosa e dos professores do BCT Danilo Olzon e Solange Souza, teve como parceiros os projetos de extensão Jornal Ciência & Tudo e Rádio Ciência, coordenadores respectivamente pelos professores do ICT-Diamantina André Covre e Flaviana Tavares Vieira.

Alunos se preparando para a I Feira de Ciência e Arte

Alunos se preparando para a I Feira de Ciência e Arte

A equipe, formada por cerca de 40 pessoas, entre alunos e professores da UFVJM, chegou às 6:30h da manhã de sábado para preparar os estandes expositivos e as palestras, com o intuito de receber os visitantes a partir das 9hrs. Antes mesmo do horário marcado, alunos da escola acompanhados de seus pais já aguardavam, ansiosos, para entrar. Com um público altamente diversificado movido pela “curiosidade científica”, a visitação ocorreu até as 16hrs, e os presentes se depararam com nove estandes, cinco salas temáticas, uma exposição de arte e apresentação musical de blues, jazz e hip-hop.

Estande de Reciclagem

Nesse universo fascinante de ciência e arte nos deparamos com o estande sobre Reciclagem, que expôs também idéias sobre modos de vida mais sustentáveis, trazendo para os participantes informações valiosas sobre como ser ecologicamente correto dentro das possibilidades que a cidade oferece, além de mostrar algumas situações que em outras cidades deram certo, e que poderiam ser desenvolvidas também em Diamantina. A discente Jaíne Lacerda do 5° período de BCT, uma das organizadoras do estande, falou um pouco sobre isso:

“Aqui no estande da reciclagem, nós temos muitos objetos feitos com materiais recicláveis que vieram de BH de uma cooperativa. Esses objetos feitos por eles são vendidos e já gerou emprego para aproximadamente 300 pessoas. Nós temos também a explicação sobre a coleta seletiva em Diamantina que já funciona e fica próxima ao cemitério. Quem não puder levar, pode ligar na secretária do meio ambiente [3531-9250] que eles buscam em casa. E também tem um protótipo de aquecedor solar que é feito com garrafa PET e caixa de leite”.

Mauro, professor de Ed. Física na Escola Gabriel Mandacaru

O professor Mauro (Mauro, professor de Ed. Física na Escola Gabriel Mandacaru) da própria Escola Mandacaru também deixou sua opinião relacionada ao tema sustentabilidade: “Eu trabalho aqui na escola como professor de educação física e é muito interessante despertar no jovem a curiosidade e a criatividade e a feira está proporcionando isso. E nesse momento em que vivemos, o estande de sustentabilidade é muito benéfico para os alunos. Acho muito interessante as informações sobre reciclagem e utilização desses materiais.”

Coordenado pelo graduando do 3° período de BCT André Condessa, o estande sobre “Vulcões” foi atração principalmente entre crianças. Explicando como se formam e a maneira que ocorrem as erupções, o aluno falava também sobre placas tectônicas e sua movimentação, e assim proporcionava reflexão sobre conhecimento de forma divertida com seu vulcão artificial. Em depoimento para o Ciência e Tudo, André falou um pouco sobre o que ele havia planejado para a Feira:

“Meu experimento aqui na Feira é o vulcão, e os alunos estão gostando bastante o que me deixa satisfeito. Por que estão mostrando bastante interesse em aprender e entender porque está acontecendo aquilo e acaba despertando o interesse do aluno em estudar, pois ele vê aquelas reações acontecendo e quer saber como aquilo está acontecendo, o que desperta o interesse deles.”

Informando os visitantes sobre ácidos e bases com produtos utilizados no dia a dia, como shampoo, vinagre, refrigerante entre outros, os alunos Marcos Vínicius (foto abaixo) e Bruno Alves comandaram a exposição sobre “Indicador de pH”, que teve orientação do professor Maurício Barbosa. O que mais chamou atenção do público foi descobrir o que havia na composição de diversos produtos que usam sempre.

“Nosso experimento de ácido-base, testa o pH de diversos compostos usando um indicador feito naturalmente, que é o caldo de repolho roxo. Fizemos alguns experimentos com suco de limão, refrigerante, água sanitária, shampoo, vinagre, e outras coisas do dia-dia. E as pessoas gostaram, porque como são coisas do seu cotidiano elas ficaram sabendo se é ácido ou se é base”.

Danielle e Izabela

O estande comandado pela dupla Danielle Ferreira e Izabela Liboreiro (foto ao lado) foi bastante visitado por envolver reações químicas e assim cativou a simpatia do público presente. Ao levarem várias experiências para o “Ponto Ciência”, como era chamado o estande das discentes do BCT, o público vibrava com cada reação que era realizada. As alunas fizeram seis experiências, sendo elas o vidro falso, a areia movediça, a pasta de dente de elefante, ovo na garrafa, balão que não estoura e oxidação da glicerina. E sem  dúvidas o encanto causado pela areia movediça foi surpreendedor. A pequena Ágata (foto abaixo) impressionada com a Areia Movediça

A pequena Ágata impressionada com a Areia Movediça

“A nossa estande foi muito procurada, e o público gostou muito da pasta de dente de elefante, e da areia movediça.”

Wanessa Oliveira, com a ajuda de Bruno Alves, fez um trabalho muito importante de conscientização ao falar sobre as DST’s e os métodos contraceptivos, tema que já havia passado pela escola em uma das palestras preparatórias para a feira. A aluna nos relatou que o objetivo do estande foi levar cada vez mais informações para o público jovem, pois informação sobre esse tema nunca é excessiva. Foi apresentada, também, ao público a camisinha feminina, desconhecida por muitos, além da distribuição de panfletos informando sobre doenças sexualmente transmissíveis, dentre elas a AIDS, que ainda desperta muita dúvida e preconceito. Mas a jornada da Wanessa não parava nesse estande, a discente ainda exibia explicações químicas com a utilização de bexigas e vinagre, demonstrando equações e a pressão atmosférica. Desta maneira, demonstrava que também é possível fazer ciência em casa, sempre buscando novas formas de aprendizagem.

“Bom, eu pensei em fazer esse estande porque a juventude está começando cedo a ter relações sexuais e é muito importante saber e levar informações para o público sobre esse tema, porque informação nunca é de mais. E tem gente que não conhece a camisinha feminina, não sabe como a coloca, ou mesmo a camisinha masculina que conhece mas não sabe o uso correto. Entregamos  também panfletos informando sobre as doenças sexualmente transmissíveis, falar um pouco da AIDS pois muita gente não sabe, ou tem muito preconceito de falar sobre o assunto. E o estande é para isso mesmo, acabar com o preconceito.”

Wanessa Oliveira

“Meu objetivo maior é puxar para o lado da química e mostrar que com coisas simples igual ao vinagre, bexiga de balão, coisas que se tem em casa mesmo, dá pra se aprender muita coisa. Pressão atmosférica, equações químicas, etc.”

Wanessa Oliveira do 2°período de BCT

Thomás e sua maquete sobre o Efeito Estufa

Thomás e sua maquete sobre o Efeito Estufa

Outro local que chamou a atenção do público foi a maquete construída pelo aluno do 2° período Thomás Albeny, que retratou o efeito estufa causado por fumaça liberada por indústrias em uma cidade. Desprovida de árvores a metrópole contava com vários prédios, carros e fábricas, para que dessa forma pudesse representar o que as cidades mais desenvolvidas sofrem. Para representar a atmosfera, usando de grande criatividade, o aluno envolveu toda a cidade com um plástico e dentro da fábrica acendeu incensos que reproduziam a fumaça das indústrias, gerando poluição. Com isso, Thomás criou um verdadeiro Efeito Estufa para que o público entendesse melhor esse fenômeno.

O que disseram os visitantes?

Nada como a ouvir a sinceridade de uma criança para uma ótima avaliação. A pequena Ágata, que junto de sua mãe foi prestigiar a Feira, adorou o experimento da areia movediça e se divertiu testando suas propriedades. Sua mãe, Dona Ilma (foto abaixo), relatou a curiosidade que foi despertada na menina, que se interessou também pelo efeito estufa, sempre preocupada com o futuro do planeta e com as explicações sobre os vulcões.

“Eu achei todos legal, eu gostei muito da estande do efeito estufa. É muito interessante. Hoje mesmo a minha menina me perguntou: ‘Mamãe, se acabar todas as árvores, a gente vai viver sem água?’ E então eu tive que explicá-la sobre os problemas ambientais, porque a feira despertou a curiosidade das crianças. A parte do Vulcão também foi muito boa, ela chamou a atenção da criançada. Além do estande das doenças né, pois é muito importante explicar sobre as doenças.” Dona Ilma

A professora de Física e Matemática da Escola Gabriel Mandacaru, Valdirene Vieira (foto abaixo), também deu seu depoimento e elogiou vários estandes:

“Por enquanto, os que eu mais gostei foi o experimento Pasta de Dente de Elefante, Vulcão e Efeito Estufa. Têm essa última sala que vai abrir a partir das 11h que eu acho que vai ser bem interessante, a que representa uma célula, eu vou aguardar porque eu realmente acho que aquele trabalho vai chamar muita atenção. E principalmente, até mesmo as crianças e o jovens, vão entender melhor o que acontece dentro de uma célula. Um dos motivos de eu ter vindo na escola hoje, é para ver se meus alunos estavam vindo, participando, para eu que possa cobrar algo semelhante, dentro da graduação deles. Para que assim, eles consigam perceber a importância do que foi feito e tirem alguma experiência para que eles possam fazer sua própria feira.”

Izabela explicando na sala da Célula

Uma das grandes atrações da Feira e mais aguardada pelo público foi a sala temática da Célula, que reproduzia o interior de uma célula em tamanho gigante, construída pela professora Vivian Benassi e seus alunos. Demonstrando todas as organelas, o citoesqueleto celular e o núcleo, os visitantes tiveram a oportunidade de entender melhor o que ocorre em seu organismo.

Exibição das células em microscópios

Tendo a orientação da própria professora e das alunas Camile Pinheiro e Izabela Liboreiro, quem passou pela grande célula recebeu diversas informações e, posteriormente, puderam visualizá em microscópio células coletadas da mucosa bucal de quem passava por lá e célula vegetal, despertando a curiosidade de todos.

Alunos fazendo a ornamentação da "Grande Célula"

“A construção da célula levou tempo. Em horários vagos, entre aulas, provas e muito estudo, até mesmo no período da greve, nos reunimos no laboratório de aula prática de biologia celular no campus I da UFVJM para cortar, pintar, amarrar, colar cada uma das organelas presentes em uma célula. Foi muita bacana, também nos divertimos muito.”  Vivian Benassi

Música e Arte

Lucas e Thiago

A boa música também foi destaque na I Feira de Ciência e Arte. Thiago Perdigão e Lucas Shandrio (foto ao lado) tocaram durante toda a Feira gêneros como Blues e Jazz encantando os participantes que ali estavam. Uma breve apresentação de Hip-Hop feita pelos alunos da escola foi outro destaque da Feira. A exibição envolveu todo o público presente e impressionou pelas acrobacias executadas.

Apresentação de Hip Hop

Para aqueles que gostam de apreciar belas obras de arte, puderam contar com a presença de dois expositores, Olavo Cosme e Arnaldo Senna (foto abaixo). Arnaldo falou um pouco da sua trajetória como pintor, que iniciou em abril de 2010, e da emoção de expor suas obras naquela manhã, que era gratificante. Ele exibia uma obra chamada “Os africanos” e outro quadro do “Mercado Velho” de Diamantina.

“Olha, eu comecei a pintar não tem muito tempo. Eu fiz meu primeiro quadro no dia 03/04/2010, era um por do Sol bem bonito em um telão. Aí, depois eu comecei a me adaptar e pronto, não parei mais. E ‘tô’ gostando de mostrar meus quadros aqui, ‘to’ adorando” Arnaldo Senna

“É a primeira exposição que eu faço das minhas obras, porque eu não  tenho nenhum quadro próprio, pois eu presenteei e peguei emprestado pra expor aqui. O primeiro quadro que eu fiz, profissionalmente falando, é ‘O Vaso Azul’, mais acima. Em seguida nós temos ‘O violino’, que é um quadro que eu fiz para uma amiga que é professora de violino.” Olavo Cosme

Olavo (foto ao lado) também citou quadros como ‘A palavra PAZ’ que está escrita em vários idiomas e ‘As Orquídeas Amarelas’ que fez para sua mãe, ambos feitos em poucas horas. Já sobre a feira, Olavo, que também coordenou o evento, expôs:

“Bem, a Feira é uma ótima oportunidade de virmos até a comunidade, porque muitos estudantes não sabem como funciona direito a universidade. E trazendo para o ambiente estudantil do ensino médio e fundamental, torna palpável. Eles vão ver que os universitários são pessoas como eles. Curiosos, nós temos muitas dúvidas e curiosidades também. Eu estou com dois estandes. Um de Astronomia e Museu de Física, onde agente tem um telescópio montado e vários outro experimentos como lentes, motores elétricos, circuitos e curiosidades sobre o prêmio Nobel. E um outro estande com jogos geométricos, jogos de xadrez, desafios matemáticos. E eu tenho 3 palestrantes, um vai falar sobre a guitarra elétrica, outro vai apresentar sobre a origem do universo, e o terceiro grupo vai apresentar sobre a dualidade onda-partícula.”

A sala de jogos matemáticos foi uma sensação entre os mais jovens. A vontade de desvendar os enigmas e os desafios que essa sala proporcionava, como diversos tipos de cubo mágico, envolvia o público presente. O xadrez colecionou jogadores e mostrou algumas jovens promessas. Julio (foto ao lado),15 anos, aluno da Escola Gabriel Mandacaru, contou para o Ciência e Tudo o que achou:

“Meu nome é Julio Iglesias, tenho 15 anos e gostei mais da sala dos jogos matemáticos, principalmente da pirâmide mágica.”

Tal qual o professor Olavo Cosme mencionara anteriormente, as palestras foram outro atrativo da Feira e contaram com o comparecimento de vários dos visitantes. A palestra sobre Guitarra elétrica chamou a atenção dos pequenos e muitos saíram de lá ainda mais interessados em música. Outros queriam se tornar cientistas após verem a apresentação Sobre A Origem do Universo, Biodiesel e Dualidade onda-partícula.

Vários são os métodos de passar conhecimento, dentre eles pode-se citar programas de rádios. Com isso, o programa denominado de Ciência, Tecnologia e Curiosidades, também chamado de CTC, é um projeto desenvolvido por três discentes (Thomás Albeny, Alex Rodrigues e Rainan Fernandes) sob a orientação dos docentes (Vivian Benassi, André Covre e Maurício Barbosa) para desenvolvimento de um programa de rádio curto e informativo de forma divertida e descontraída acerca de assuntos diversos da área da ciência, englobando biologia, química, física e matemática.

O início desse trabalho foi mostrado na Feira de Ciência e Arte que ocorreu na Escola Mandacarú. Os três discentes responsáveis pela elaboração dos textos, gravação e edição, mostraram os 4 programas semi-prontos (denominados de pílulas), com duração em torno de 3 minutos, sendo dois de biotecnologia e transgenia, um sobre fotossíntese e o último sobre evolução. Durante a Feira, pessoas com distintas faixas etárias foram abordadas para que pudessem ouvir as pílulas e, ao final, responderam um questionário sobre os programas. O intuito dessas perguntas é analisar as respostas de forma que os futuros programas sejam elaborados mais próximos da vontade da maioria dos ouvintes.

São em depoimentos como o do discente do 5º período de BCT, Luiz Augusto, que percebemos a imensidão que se esconde atrás do Projeto Ciência e Arte, que almeja fazer a diferença na vida diversos alunos:

Luiz Augusto, Graduando em Ciência e Tecnologia

“Nós queremos aproximar dos alunos para eles terem acesso à informação. Para que eles vejam que a realidade universitária não está distante do cotidiano deles. Para assim, quem sabe um dia, eles possam estar realizando uma feira, e ficando do outro lado do estande e ensinando para outras pessoas.”

O Clube da Ciência e Arte já começa a organizar a II Feira de Ciência e Arte que será realizada na cidade de Santo Antônio do Itambé no mês de setembro, na única escola pública que atende toda a região rural que envolve a cidade. Soubemos, em primeira mão, que os organizadores já estiveram por lá, juntamente com o aluno Diogo Meira do 1º Período do BCT, que os professores e alunos estão animadíssimos com o futuro evento.

Equipe da I Feira de Ciência e Arte

Ao lado, essa é a equipe que, com maestria, conduziu a I Feira de Ciência e Arte na Escola Gabriel Mandacaru.

Veja mais fotos no nosso perfil no facebook.

Visite também o blog da Escola Gabriel Mandacaru, sob coordenação de Geraldo Canuto, e veja as fotos que eles postaram por lá.

Confiram ainda as participações da I FEIRA DE CIÊNCIAS na TV VALE!

Clique aqui e confira a reportagem da TV VALE sobre a I Feira de Ciências

Clique aqui e assista ao programa Painel Livre

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5 respostas a I Feira de Ciência e Arte, cobertura completa!

  1. Izabela Carvalho Liboreiro disse:

    Um trabalho em equipe sempre gera bons frutos, parabéns a todos! Em setembro temos mais!

  2. Vivian Benassi disse:

    Parabéns a todos os alunos e professores que juntos abraçaram essa idéia e fizeram dessa I Feira um belo resultado! Aos alunos que foram bastantes lutadores, pois fizeram tudo do próprio bolso e no dia trabalharam pra caramba! Ao reporter Ernane pela entrevista e a mudança da cara do jornal, que está bem bacana! e aos Meninos da Radio que trabalharam até altas horas para conseguir fazer os programas! Ou seja, a todos pelo trabalho, esforço e por acreditarem nessa iniciativa! e que venha a próxima!

  3. andreza disse:

    parabéns para todos q forom participar dessa aventura..tudo muito bom

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