História

UFVJM: 62 anos de tradição em ensino

10 anos de universidade

Em setembro de 1953, visando ao desenvolvimento da região, Juscelino Kubitschek de Oliveira funda a Faculdade de Odontologia de Diamantina. Desenhada por Niemeyer, na época ainda uma promessa da arquitetura, a Faculdade acabou tornando-se a semente da qual germinaria a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, a UFVJM.

No dia 17 de dezembro de 1960, foi transformada em Faculdade Federal de Odontologia (Fafeod) e, no dia 4 de outubro de 2002, pautada na busca pela excelência em ensino e apoio à comunidade regional, tornou-se Faculdades Federais Integradas de Diamantina (Fafeid). Passou a oferecer, além de Odontologia, os cursos de Enfermagem, Farmácia, Nutrição e Fisioterapia, na área de Ciências da Saúde, e de Agronomia, Engenharia Florestal e Zootecnia, nas Ciências Agrárias.

Em 8 de setembro de 2005 foi publicada a Lei 11.173 no Diário Oficial da União, que  transformou as Faculdades Federais Integradas de Diamantina em Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – UFVJM. A implantação da universidade nos referidos Vales representou a interiorização do ensino público superior no estado de Minas Gerais, possibilitando a realização do sonho da maioria dos jovens aqui inseridos de prosseguir sua formação acadêmica. Além disso, a Instituição destaca-se por sua importância para o desenvolvimento econômico e sociocultural da região, através da geração de emprego e renda e da redução da desigualdade social existente no país.

Com a transformação em UFVJM, foram criadas 390 vagas anuais, e novos cursos, como Licenciatura em Física, Química, Ciências Biológicas e Educação Física, além de Bacharelados em Engenharia Hídrica, Sistemas de Informação e Turismo, chegando a um total de 33 cursos, escolhidos com base nas necessidades e vocações regionais, já que a instituição passou a abranger uma nova região, o Vale do Mucuri, e ganhou um novo campus, no município de Teófilo Otoni.

O passar dos anos só confirmou seu crescimento, com a criação de cursos de mestrado, doutorado e de ensino a distância. Aos campi de Diamantina e Teófilo Otoni somaram-se três fazendas experimentais, localizadas nos municípios de Couto de Magalhães de Minas, Serro e Curvelo.  Desde o primeiro semestre de 2014, começaram a funcionar mais dois campi: o de Janaúba e o de Unaí e a UFVJM passou a abranger também as regiões Norte e Noroeste de Minas. Mais cursos criados, como as Engenharias Física, de Materiais, de Minas, Metalúrgica e Agrícola, além de Química Industrial e Medicina Veterinária, e mais centenas de estudantes e famílias inteiras beneficiadas. Nesse mesmo ano foram criados os cursos de Medicina no Campus JK, em Diamantina, e no Campus do Mucuri, em Teófilo Otoni, uma conquista extremamente valiosa para as comunidades atendidas.

Atualmente, com uma década de existência, a universidade já colhe frutos: são mais de 80 cursos e mais de 8.000 estudantes dos cursos de graduação presenciais e a distância, mais de 1.100 matriculados nos cursos de pós-graduação. 547 técnicos administrativos e 657 professores estão distribuídos e atuando em cinco campi.

Afinal, ampliar e alcançar cada vez mais pessoas e trazer desenvolvimento por meio da educação é nossa missão.

Os primeiros passos

A Faculdade de Odontologia de Diamantina foi criada pelo diamantinense Juscelino Kubitschek de Oliveira, por meio da Lei Estadual nº 990, de 30 de setembro de 1953.

Juscelino, eleito governador do estado de Minas Gerais, preocupou-se em ajudar de alguma forma a sua terra natal. Dentre alguns projetos, pensou numa escola de nível superior, e a intenção inicial foi criar um curso de Mineralogia, atendendo às características da região, essencialmente mineral. Foi quando o dentista e grande amigo do governador, professor Pedro Paulo Penido, que exercia na época, por indicação e apoio do próprio Juscelino, o cargo de reitor da Universidade de Minas Gerais, sugeriu a criação de uma Faculdade de Odontologia.

Surgiu, assim, a ideia de criar a Faculdade de Odontologia de Diamantina, que ia ao encontro de um dos objetivos da época: a interiorização do Ensino Superior. Naquela ocasião, havia em Minas Gerais faculdades de Odontologia apenas em Belo Horizonte, Juiz de Fora, Alfenas e Uberaba. A faculdade em Diamantina veio para atender às necessidades de uma grande área, constituída principalmente pelo norte e nordeste do estado.

No início de maio de 1954, entrou em funcionamento o curso de Odontologia, com 15 alunos matriculados no primeiro ano. Durante um determinado período do ano de 1954, o curso funcionou provisoriamente no prédio de um grupo escolar, sede da atual Escola Estadual Profa. Júlia Kubitschek. Com a necessidade de a escola ocupar o seu espaço, houve a mudança do curso de Odontologia para a casa do “Senhor Neco Mota”, um famoso empresário de Diamantina, proprietário de uma loja no Beco do Mota. Essa casa que abrigou a Faculdade de Odontologia está localizada na Rua Romana, n° 8, no Centro da cidade.

Paralelamente a isso, foi construído o edifício-sede da Faculdade em terreno situado na Rua da Glória, num projeto de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer, inaugurado em 1955, chamado hoje de Campus I. Tal prédio possuía uma policlínica com 15 equipos instalados e uma outra sala com cinco equipos para a prática de Ortodontia e de Odontopediatria. Os consultórios dentários eram os mais modernos para a época, existindo ainda um aparelho de Raio-X, três salas para aulas teóricas e salas individuais para a prática das 12 disciplinas do curso. Além disso, foram projetadas salas para ocupação do setor administrativo.

O curso foi idealizado para ser ministrado em apenas três anos e a grande maioria dos professores era de Belo Horizonte. Na ocasião, distinguiam-se dois grupos de docentes: os professores catedráticos e os professores assistentes. Os pertencentes ao primeiro grupo foram Gudestey Medeiros (que se tornou o primeiro diretor da Faculdade, de 1954 até 1956), Enyr Arcieri, Guilherme Armond, Rubens Guzella, Fausto de Paula Pinto, Walter José de Carvalho, Marciano Ribeiro Vianna, Roberto Rocha, Pedro Luiz Diniz Viana, Arnaldo Marques de Souza e José Severiano Brasil de Lima.

Quanto ao grupo dos professores assistentes, dois deles também eram de Belo Horizonte: Silvio Lourenço Strambi e Osmir Luiz de Oliveira. Os demais eram de Diamantina: Augusto César, José de Araújo Flecha, Evandro Souza Couto, Algemiro Duarte Neto, João Antônio Meira, José Aristeu de Andrade, João Antunes de Oliveira, Giovanni de Miranda Pereira e Dirceu Antônio dos Reis.

Última atualização em Ter, 27 de Outubro de 2015 15:01